sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Tecnologias intelectuais - Simulação

A simulação é uma ajuda à memória de curto prazo, que diz respeito não a imagens fixas, textos ou tabelas numéricas, mas a dinâmicas complexas. A capacidade de variar com facilidade os parâmetros de um modelo e observar imediata e visualmente as conseqüências dessa variação constitui uma verdadeira ampliação da imaginação.
A simulação tem hoje papel crescente nas atividades de pesquisa científica, de criação industrial, de gerenciamento, de aprendizagem, mas também nos jogos e diversões (sobretudo nos jogos interativos na tela). 
                                                                                                                              Pierre Levy 

SimCity é uma franquia que se firmou como uma das maiores no gênero de simulação, construção e administração de cidades. Seu grande sucesso em diferentes plataformas, principalmente no PC, rendeu uma série de títulos e spin-offs que marcaram o mundo dos games, como The Sims.


The Sims é o simulador da Electronic Arts onde o jogador pode literalmente brincar de viver e ser o que quiser, desde um amante da natureza até um fantasma. Como todo jogo famoso, o tempo inteiro surgem histórias sobre ele.

CRÍTICA À ESCOLA SEM PARTIDO
Como todo texto a ser lido, é preciso compreender que podem haver várias interpretações. Tratando-se de uma proposta que envolve educação, é preciso pensar em todos os lados envolvidos no processo.
Creio que o professor ou o colégio, enquanto mediadores na construção de um indivíduo reflexivo, deve manter certa neutralidade ao falar de política, mas isso não quer dizer que não possa se posicionar frente ao questionamento de um aluno. Esse posicionamento deve ser optativo.
Em relação a esse sentido, a proposta impede que o professor manipule a opinião do aluno, tentando oprimir os ideais políticos do mesmo e impor os seus.
Um debate político, em uma sala de aula, requer respeito a todas as opiniões e convicções.
Isso seria ótimo, se fosse o que, realmente, fosse defendido na escola sem partido, mas, ao contrário, esse projeto impõe uma mordaça ao professor, posta e supervisionada pelo próprio aluno, com a autorização da lei. Logo no início, podemos ler “Por uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar”, indo contra a toda a luta de classe realizada até agora no país. Diferente de Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido, esse programa busca oprimir o professor, tornando-o “escravo” no processo educativo. O livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, traz à tona a questão da relação dialética entre opressores versus oprimidos e de como é necessário uma práxis que possa orientar uma ação visando a superação dessas contradições. Paulo Freire desenvolve tal discussão em torno da oposição entre humanização e desumanização e de luta para recuperar a humanidade dos oprimidos.

E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscar recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos (1987, p. 16)
O processo de liberdade deve ser vista e sentida por ambas as partes. A libertação do estado de opressão é uma ação social, não podendo, portanto, acontecer isoladamente. O homem é um ser social e por isso, a consciência e transformação do meio deve acontecer em sociedade. 

Porém, ao lermos na página “Escola sem partido” que o texto abaixo, devemos refletir sobre quem está tentando oprimir quem.
Esses deveres já existem, pois decorrem da Constituição Federal e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Isto significa que os professores já são obrigados a respeitá-los ‒ embora muitos não o façam. Portanto, o único objetivo do Programa Escola sem Partido é informar e conscientizar os estudantes sobre os direitos que correspondem àqueles deveres, a fim de que eles mesmos possam exercer a defesa desses direitos, já que dentro das salas de aula ninguém mais poderá fazer isso por eles.
Creio que uma leitura crítica de cada cláusula do programa, mostra-nos o quanto ele nos separa de um convívio saudável entre professor e aluno, numa tentativa de aprimoramento  de uma Educação como prática da liberdade, como lutava um dos maiores exemplos na área de educação, Paulo Freire.